Sonhar e despertar para uma Vida Nova.
Nenhuma novidade há na Quaresma. Já tudo está dito e muitas vezes repetido. Diria que não há nada de novo, a não ser Jesus Cristo e a minha relação com Ele. Com Ele e n’Ele eu estou e vivo a minha relação com o mundo.

Sei que não vivo só, embora possa encontrar-me em solidão; vivo em sociedade ainda que o egoísmo, o desinteresse e a apatia que existem em mim me façam entregar as decisões e os projectos comuns à responsabilidade dos outros, a quem sempre eu culpo; vivo em Igreja mesmo que continue a dizer “eu cá tenho a minha fé” e me comporte muitas vezes como “inimigo da Cruz de Cristo”; vivo no equilíbrio criador da natureza, embora seja também responsável pelo desequilíbrio que se desenvolve através da selvajaria que há em mim e comigo cresce.
Por aqui terá que passar a novidade de Jesus Cristo morto e ressuscitado que me permitirá alimentar a esperança pela fé em Jesus Cristo, meu Salvador e Salvador deste Mundo, e não de outro, porque esta fé e esta esperança transformam a morte em vida, transformam o desânimo e a desilusão em Páscoa.
Este itinerário, em que “tudo é possível a quem crê”, é o caminho assumido por quem acredita num mundo novo, através de um HOMEM renovado, que passa do reconhecimento do seu pecado à liberdade pela graça do perdão, de um HOMEM que transporta em si o pecado do Mundo para o crucificar, e que sai do túmulo da escuridão para a luz da Vida Nova, em e por Jesus Cristo Ressuscitado.
Os desafios que se colocam diante dos nossos olhos são incontáveis: Porque confio sou fiel, porque me arrependo mudo de vida, porque encontro Deus louvo o Senhor, porque ressuscito com Cristo a vida nova acontece ao longo de todo o ano.
É isto a Páscoa. Vamos vivê-la assim e anunciá-la assim aos outros.
P. Costa Leite

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