Olhando superficialmente pode parecer que Jesus estava louco ou próximo disso. Não teria Ele pensado nos riscos que da sua atitude corajosa poderiam resultar? E se as pessoas se voltassem contra Ele, que Lhe poderia acontecer?
Por outro lado, o que significará a não-reacção das pessoas a quem Jesus interpela daquela forma tão forte? Os “donos”, na sua arrogância, pediram-lhe contas: – “Que sinal nos dás?”; os pequenos não terão criado qualquer oposição pois o dinheiro nem sequer era para eles.
A negociata, que naqueles átrios exteriores do Templo se desenvolvia, nada tinha a ver com o respeito pela casa de Deus, e menos ainda com aquela aparência de culto que não passava de uma hipocrisia continuada, sempre combatida por Jesus, de modo especial perante aqueles que tinham trocado a Lei de Deus por simples preceitos humanos impostos unicamente aos outros. (P.C.L.)

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