O ser humano, ontem como hoje, deixa-se envolver em inúmeras contradições na sua forma de ser e pensar. Olhemos para esta que o Evangelho deste domingo faz vir ao de cima.

Jesus, tornando-se em tudo igual a nós menos no pecado, passou a sua vida pública a tentar convencer as pessoas de que era o Filho de Deus. Muito difícil se manifestou esta tarefa, até ao ponto de ser condenado por afirmar isso mesmo.

Jesus morre e ressuscita! E agora? A luta é, a partir daqui, em sentido contrário: Jesus apresenta-se na sua condição divina e tem dificuldades em ser acreditado na condição humana: mostra-lhes as mãos e os pés (sinais do crucificado) e come com eles um bocado de peixe assado e, mesmo assim, as dúvidas parecem continuar.

Afinal, somos mesmo esquisitos e incoerentes! Sendo humanos e mortais queremos vida e felicidade divina para sempre; Jesus propõe-nos ressurreição e vida para sempre, e teimamos em crer e querer a reencarnação! – Somos testemunhas de quê e de Quem? (P.C.L.)

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