A nossa crise, e a crise da Europa, não é crise de falta de pão. É uma crise económica que não resultou da falta de recursos mas de uma abundância esbanjada e muito mal gerida.
Por isso, a crise está mesmo instalada apesar de muita gente não a sentir ou não acreditar nela. Facilmente verificamos que pouca coisa mudou em nós.
Reparemos: Apesar da crise, continuam as grandes jantaradas, por tudo e por nada, por ocasião de encontros políticos, sociais, familiares e até religiosos. Quantas famílias, para não ficarem mal perante a sociedade, ficam mal perante si próprias, endividando-se profundamente. Estou a falar de esbanjamentos e extravagâncias, e não do sentido festivo da vida celebrado com moderação e alegria. Estou a falar de milhões de pessoas a morrer à fome em contínua e verdadeira crise. Não há falta de pão, mas de justiça. Não peçamos a Deus que multiplique o pão: é que o milagre só acontece quando o Homem sabe respeitar e partilhar o pão. (P.C.L.)

 

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