Normalmente nós não tomamos uma atitude radical contra o mal até porque somos bons produtores de maldades e ódios. Vejamos: quando o mal exterior nos afecta, insurgimo-nos contra ele e contra quem o promove. Mas quando a maldade nos pode trazer algum favoreci-mento ou dar corpo aos nossos desejos de vingança ou de opressão tudo justificamos com mil razões, porque sou eu que estou em causa e não os outros.
O mal envolve-nos tal como o ar poluído que respiramos. O mal é sempre mal e não depende dos olhos que o julgam; mas o mal é uma doença fundamentalmente interior: está dentro de cada um de nós, gera-se no nosso interior e exprime-se nos nossos desejos e actos de vingança e malvadez. Desenvolvemos dentro de nós os venenos que matam.
As culpas do mal que à nossa volta existe nós as fazemos recair sobre os outros. “Se todos fossem como eu …”, – honestamente responda – o mundo estaria melhor ou pior? (P.C.L.)

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