Aí está mais uma vez, na pessoa de João Baptista, o desafio e a urgência de uma Igreja corajosamente profética. A Igreja fala porquê, fala para quem, fala em nome de quem? Que tipo de linguagem utiliza, que tipo de mensagem transmite? As opiniões dividem-se. Porém, a pergunta leva-nos à resposta: a forma de comunicar, tantas vezes, superficial e acomodada, a mensagem frequentemente reduzida a uma dimensão sócio-religiosa que não compromete, o objectivo do partir em missão fica diluído, as portas das igrejas fecham-se e tudo parece ficar lá dentro.
Temos medo de chamar às coisas pelo seu nome, (não vá a minha palavra ferir alguém) falamos de acordo com as conveniências (eventualmente para conseguirmos alguns objectivos menos evangélicos), temos medo de ficar fora da simpatia das pessoas e outras coisas mais.
A Igreja, por muito que lhe custe, tem de ser a voz clara e forte dos projectos da salvação de Deus. Todos temos muito a aprender com o grande profeta que se chama Papa Francisco. (P.C.L.)

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