Tenho a consciência clara de que se pensa cada vez mais pela cabeça dos outros do que pela nossa própria. Anda tudo ao sabor das modas e de habilidosas pedagogias. Porquê?
O ritmo alucinante de correrias retira-nos o silêncio, o espaço de meditação e o tempo de análise crítica. Aquilo que os outros pensam ou fazem não tem que ser necessariamente o que eu penso ou faço, seja em relação à fé, seja no que diz respeito aos acontecimentos ou ideias.
Os antigos diziam: não te vais deitar a um poço somente porque os outros vão! De facto, somos “apedrejados” continuamente, sem outro critério que não seja o de não nos deixarem levantar a cabeça. A riqueza e os valores dos meios de comunicação social perdem-se na confusão de uma verdadeira enxurrada que arrasta tudo e todos para o abismo. Poderá não haver firmeza que resista se os valores e princípios de solidez não estiverem suficientemente alicerçados. E nunca estarão enquanto o culto do superficial for a regra de vida.  (P.C.L.)

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