O Reino de Deus não é, de forma nenhuma, incompatível com o reino dos humanos. Pode e deve mesmo ser uma compatibilidade total. Só assim poderá ser um reino de salvação.

A incompatibilidade resulta do afastamento que as realidades humanas manifestam quando construídas na base do homem-deus e não do Deus-Homem. Um mundo sem Deus é o mundo do egoísmo, da auto-suficiência, baseado na vaidade e no orgulho. Não queremos chamar a isto pecado?… Chamemos-lhe outro nome qualquer: mudar o nome não significa mudar a realidade.
Ou modificamos o nosso comportamento e as nossas mentalidades, ou teimamos em ser cabeças e corações de pedra. Ou há quaresma e conversão a sério e tudo pode mudar, ou mantemos o estado generalizado do vazio na vida como nos actos religiosos, e a páscoa nada será para além do hábito e da aparência, da rotina e da hipocrisia. (P.C.L.)

 

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