– Quem são os justos? Quem são os pecadores? – São os outros? Sou eu?
Ouve-se dizer “se todos fossem como eu … ” Diz o ditado que “presunção e água benta cada um toma a que quer.” Se eu fosse essa medida o mundo estaria melhor ou pior?
Se falarmos dos políticos, se falarmos dos que vão à igreja, se falarmos dos agentes desportivos, dos empresários, … em todos nós encontramos pecado e justiça. Não em todos, porém, na mesma medida. É fácil encontrar pecadores? – Sim; é difícil encontrar justos? – Sim.
O maior e mais profundo apelo é à justiça, caminho difícil de percorrer; os caminhos mais fáceis de percorrer conduzem-nos sempre e sempre ao pecado. Muita gente, na lógica simplista de quem quer fugir ao confronto consigo própria, diz que não há pecado nem pecados.
Concordarei eu então que a injustiça não é um mal nem a justiça é um valor? (P.C.L.)

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