Passam-se os anos e os séculos, esquecem-se as pessoas e as suas obras. Perpetuar pessoas é uma ilusão, mesmo quando homenageadas em estátuas, livros, placas ou nomes de ruas. É a realidade perante a ilusão; é o passageiro perante o eterno; é o visível perante o invisível; é o homem perante Deus. Tudo o que tem a marca humana o homem se encarrega de construir e destruir. Permanecem as Instituições cujos alicerces assentam no divino.
A Igreja, porque assenta sobre a solidez do divino, mantém-se, com maior ou menor dificuldade através dos séculos: mais sólida quanto mais próxima de Deus e dos seus valores, mais em risco quanto se julga estar dependente de supostas grandezas pessoais ou colectivas. A Igreja não é de Pedro, Paulo ou Apolo, não é deste padre ou daquele, deste bispo ou daquele, deste Francisco ou do outro. Ela foi, é e continuará a ser a Igreja de Jesus Cristo.
Gostar mais de A ou de B poderá não significar estar mais próximo d’Ele. P.C.L.

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